Era uma tarde de segunda feira. O Sol se punha, e sob a penumbra avistava-se uma silhueta cortando ferozmente o horizonte. Todos os animais, plantas e sons do ambiente cessaram. Sentia-se apenas o galopar das patas do matungo que um dia havia respeitado seu mestre. Finalmente, próximo à Taberna do Dororréia, o animal parou, deu um coice no ar, uma cuspida no chão e soltou um relincho. Todos sabiam o que isso significava: era o Cavaleiro Ângelus, montado em seu corcel a tempos domado, denominado "A Sombra".
Munida de um chicote masoquista, um par de galochas e farrapos escuros, ela indicou um comando após desmontar o cavalo, e o mesmo galopou por entre a neblina. Ângelus pôs-se a adentrar à pequena hospedaria, onde mais tarde encontraria o seu gerente, Simoniano Weber. Sem perder um minuto, Ângelus bateu com o punho na mesma, imediatamente retirando seu chicote masoquista dos farrapos. Simoniano mostrou a direção para o destino de Ângelus: 3 pequenos vermes da vila, aos quais deixaria apenas uma mensagem. Ele percorreu o corredor, pôs-se a adentrar a sala mais escura, e lá encontrou apenas um dos imbecis. Era o bastante. Em um rápido movimento, Ângelus retirou de suas vestes um pergaminho, ao qual leu imediatamente:
"Venho aqui sob a vistoria de sua alteza proclamar o fechamento das atividades bloguísticas de Fe Lippe, o Lhama; Sir Riquet, a Rena Nasalmente Vermelha; e Guiverme de Rã, a Cachopa. Por decreto direto do rei. A recusa deste documento acatará em uso direto do chicote masoquista nos glúteos máximos do ouvinte.
o Rei"
Ângelos fechou o documento, retirou-se da sala, e com passos firmes, cerrou a estalagem, que só abriria novamente na outra semana. Com um forte assovio, seu parceiro surgiu das sombras, e após montá-lo, Ângelus partia novamente para as profundezas, para nunca mais ser visto por olhos humanos.
Não, é só pra avisar que a sora não leu o blog, mas ela tá ameaçando com um chicote masoquista que tem que ter a ver com literatura, PORRA! : ]
